Os 8 maiores erros cometidos em negócios digitais

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Ao longo da última década, tenho tido a oportunidade de conversar com imensos empreendedores de todo o tipo. Sejam eles empreendedores focados em negócios digitais, físicos ou outros, todos eles têm algo em comum: a paixão pelo seu negócio. No entanto, o processo de criação e implementação de um negócio, especialmente no que diz respeito ao online, tem diversos obstáculos a serem considerados. Nos últimos 10 anos em que assisti e cooperei na criação de várias empresas, cometi e vi de perto muitos erros estratégicos, que considero serem possíveis de evitar.

Com esse objetivo -e porque, mais importante do que ter uma ideia, é empreendê-la- compilei uma lista dos 8 maiores erros cometidos em negócios digitais. Se, por ventura, está cometendo algum desses erros com o seu negócio, procure mitigá-lo o mais rapidamente possível. Na grande maioria das vezes, é mais importante planejar suas ações e dar andamento a elas. Os pormenores são ajustados no decorrer do processo, à medida que a experiência vai se ampliando.

1. Feito é melhor que perfeito

Esta é uma das frases que aprendi com alguns colegas empreendedores no Brasil, e que basicamente sumariza todo um processo de criação. Quem nunca adiou um projeto na procura da versão perfeita que atire a primeira pedra. No entanto, tal como podemos ver pela história da internet e dos grandes negócios digitais, por vezes o mais importante é lançar e colocar alguma coisa no mercado. Por cada dia que procuramos a perfeição, estamos perdendo a oportunidade de criar um novo nicho de mercado com a nossa ideia.

Projetos como o Facebook, Airbnb, Uber, entre outros, entraram no ar muito longe da perfeição. A perfeição atinge-se (caso isso exista) à medida que o negócio vai crescendo e se tornando uma prioridade na vida das pessoas. Essa é também a razão porque muitas destas empresas estão constantemente atualizando os seus softwares para ir ao encontro das necessidades dos seus utilizadores. O Facebook é hoje muito diferente daquilo que era quando apareceu na internet em 4 de Fevereiro de 2004, senão veja:

Facebook Original

Além de ser extremamente diferente, o Facebook nasceu originalmente com o nome “The Facebook”. Só mais tarde é que a empresa de Mark Zuckerberg decidiu alterar o nome para apenas “Facebook”, inclusive, comprando os domínios “facebook.com” e “fb.com”. Portanto, mais importante do que aquilo que você está fazendo, é colocar isso no mercado o mais rapidamente possível. Até porque a prova do conceito será um excelente indicador de para onde o seu negócio deve seguir.

2. Paixão pelo conceito

Uma das razões porque muitas startups e pequenos empreendedores falham, é naturalmente pela falta de paixão pelo seu negócio. Está na moda criar startups e procurar ser a próxima Billion Dollar Company no índice do Wall Street Jornal. Os chamados Unicórnios. No entanto, quando se cria algo meramente na tentativa de uma saída milionária, esquece-se a razão pela qual o negócio foi criado. A falta de paixão pelo conceito muitas vezes faz cair por terra o sonho de futuros empreendedores.

Mais importante que uma ideia é a paixão que sentimos por ela e quão importante achamos que esse conceito é para a vida das pessoas. Grandes startups como o Uber ou o Airbnb nasceram pela necessidade existente no mercado e, de uma forma disruptiva, criaram novos padrões de consumo e novos nichos de mercado. No entanto, e mais importante que tudo isso, a paixão dos seus fundadores fez toda a diferença na implementação das ideias e conceitos.

3. Falta de necessidade

Muitos dos novos negócios que estão aparecendo na internet nasceram da necessidade dos seus fundadores. Serviços como o Airbnb são fruto da necessidade de um alojamento barato nas principais capitais do mundo, por exemplo. Quando isto acontece, significa que as empresas estão observando as necessidades reais do mercado e para supri-las criam novos nichos de mercado inexistentes até então.

Se você está criando um negócio que não tem como base uma necessidade real do mercado, mas sim uma expectativa de que o negócio pode ser extremamente rentável, na realidade, você está a criar um negócio que já existe e que não irá, muito provavelmente, ser muito diferente de coisas já conhecidas no mercado. A necessidade é naturalmente a melhor forma de criar alguma coisa disruptiva e que possa facilmente abrir novos nichos de mercado e necessidades até então não descobertas.

4. Expectativas demasiado ambiciosas

Expectativas elevadasOutro dos erros mais comuns praticados por empreendedores passa pela criação de expectativas completamente desalinhadas com aquilo que é realidade dos mercados. É muito fácil criarmos um produto que consideramos ter alto valor para qualquer pessoa, investirmos imenso tempo e dinheiro e, rapidamente, começarmos a projetar expectativas extremamente ambiciosas para o seu lançamento. E essa regra é aplicada a quase tudo ao que se refere a negócios digitais.

Na realidade, expectativas servem apenas para você entender o quão frustrante é conseguir uma fatia de mercado numa determinada área. Na realidade, as expectativas são também a razão pela qual você trabalha tanto e se dedica tanto. Mas caso essas expectativas que você criou não estejam alinhadas com aquilo que é realidade do mercado, o mais provável é que você venha a sofrer as consequências disso. E é precisamente nessa altura que a grande maioria das startups acabam.

5. Fazê-lo sozinho

Já dizia o célebre ditado: “Se você quiser ir rápido, vá sozinho. Se quiser ir mais longe, vá acompanhado.” Muitos dos grandes empreendimentos criados na internet foram criados por equipes de duas ou mais pessoas. É raro encontrar um negócio multimilionário em que existe apenas um criador ou sócio. São raras as exceções e isso deixa antever naturalmente as inúmeras dificuldades existentes na criação de um negócio digital por conta própria.

Nos negócios digitais existem demasiadas variáveis e acima de tudo necessidades de recursos humanos que podem ser colmatadas por sócios multidisciplinares que tenham competências variadas, como webdesigners, especialistas em marketing digital, programadores, etc. Em verdade, ninguém consegue criar ou fazer seja o que for sozinho. Todos os negócios estão dependentes de pessoas. Os seus funcionários são pessoas, os seus distribuidores são pessoas, os seus fornecedores e até os seus clientes são pessoas. As pessoas é que fazem as coisas acontecerem e sozinho, pouco ou nada acontece.

Reúna-se com outros empreendedores, participe de eventos, faça contatos, crie ligações com outras pessoas que tenham passado ou estejam passando pelas mesmas dificuldades que você. Cada contato, cada interação, cada oportunidade de negócio são momentos que o poderão elucidar e ajudar a compreender como empreender, mas acima de tudo, ajudá-lo a não se sentir sozinho nesta batalha.

6. Pedir dinheiro emprestado

Se você quer criar o seu próprio negócio, comece por investir o seu próprio dinheiro. Muitos são os empreendedores que começam os seus próprios negócios com dinheiro emprestado por familiares, amigos, conhecidos, ou mesmo bancos. Muitas das vezes, isso poderá jogar mais contra si do que a seu favor. É uma pressão extra totalmente desnecessária. É algo que não faz sentido quando você procura a sua independência financeira e profissional. Se quer ser independente para criar o seu próprio negócio, seja-o num todo.

Além do mais, dinheiro emprestado significa dívida. E independentemente da dívida, você estará sempre a dever alguma coisa a alguém. Quando você tem a oportunidade de criar o seu próprio negócio sem ter de pedir emprestado aos outros aquilo que você deveria ter consigo, você estará bastante mais confortável e nunca dependerá de ninguém para tomar as suas próprias decisões. A realidade é que quando o dinheiro de outras pessoas está em risco, você nunca toma as decisões que deseja tomar, com base precisamente nesse risco. E muitas vezes é necessário arriscar, necessário investir, necessário pensar à frente. Se você estiver com medo do resultado, você não está a ser um empreendedor.

7. Não ouvir os seus clientes

Naturalmente, este tópico diz respeito a empreendedores que já colocaram os seus negócios online e estão a obter feedback importante dos seus clientes. Se ainda não lançou o seu negócio, este tópico muito provavelmente não é para você. Mas caso já o tenha feito, fique atento ao feedback dos seus clientes. A melhor prova de conceito do seu negócio são os seus clientes e as experiências que eles estão vivendo. Adapte-se rápido, faça alterações se necessário; cresça com base no feedback.

A internet evolui a uma velocidade incrivelmente rápida. Quem não se adapta rápido fica para trás. Isso significa que, independentemente do tipo de negócio que você criou ou vai criar, você precisa ouvir os seus clientes e dar-lhes aquilo que eles na verdade procuram. São eles que ditam as regras pela simples razão de que é para eles que você trabalha. Se eles sentem alguma dificuldade, procuram algum produto que ainda não existe, ou se sentem frustrados com a experiência que têm com o seu produto, eles na verdade têm razão. E você precisa entender isso rapidamente, seguir em frente e adaptar-se a essas necessidades.

8. Pare de olhar e comece a fazer

Stop Watching & Start DoingPor último, um dos erros mais comumente praticados é o de olhar muito e fazer pouco. Quando se começa um negócio do zero, principalmente o seu primeiro negócio, há uma certa tendência para se olhar muito para todas as possibilidades, mas nunca tomar a iniciativa de agarrar uma delas e começar a fazer. É o mesmo que acontece quando estamos na nossa zona de conforto, no nosso emprego das 9 às 17, e diariamente ponderamos a possibilidade de ir à procura de algo mais motivante. Raras são as vezes em que a ação é executada.

Está na altura de parar de pensar, parar de falar, parar de olhar e começar a fazer! Mais importante que pensar naquilo que se quer fazer, é fazer. Porque uma ideia vale o que vale. Um domínio “.com” vale o que vale. Um plano de negócios vale o que vale. No fundo, o que vale são as ações e aquilo que criamos. Portanto, quando for olhar para o seu baú de projetos nunca realizados e começar a projetar coisas que gostaria de fazer no próximo ano – e prometer a si próprio que este ano é que vai ser – pare. Está na altura de parar de se enganar a si próprio e começar realmente a colocar a mão na massa!

Bons empreendimentos!


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